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segunda-feira, 8 de junho de 2015

Violência em nome de Buda II

Quando a maioria dos ocidentais pensa em budismo, o que vem à mente são homens barrigudos, sorridentes e com frases inspiradoras de paz e elevação espeirtual, mas na pratica será ? 


O budismo baseia-se na não violência, mas este alicerce espiritual não está a ser suficiente para impedir alguns budistas de se tornarem violentos. Nem agora nem no passado. Os sinistros Khmers vermelhos surgiram num ambiente budista. O seu chefe, Pol Pot, chegou a ser monge budista na juventude.
















E não é a primeira vez que monges birmaneses avalizam a violência como tática legítima. Estiveram na vanguarda da luta contra a colonização britânica e alguns voltaram o punhal contra os europeus em Rangum, para lutar pela independência.

Também no Sri Lanka, as relações entre violência e budismo fazem parte da história.

O radicalismo entre os budistas, especialmente aqueles que são minoritários em países de maioria muçulmana, é um tema recorrente em reuniões religiosas e intervenções na Internet.

Mianmar, ex Birmânia, um país com maioria budista 90 % da população, e governo budista de extrema intolerância religiosa. Os 500 mil monges budistas de Mianmar se dedicam a expulsar do país o grupo étnico Rohingya, praticante do islamismo, “devolvendo-os” a Bangladesh, que seria seu lugar de origem. A campanha de expulsão, que está dando resultados, é lastreada por uma gama de desumanidades que vai dos castigos físicos a leis que controlam a natalidade dos muçulmanos e lhes vetam os serviços públicos.

Refiro-me, pois, à violência budista, algo impensável para a maioria dos budistas espalhados pelo mundo e para milhões de não budistas que têm uma noção de tranquilidade e elevação espiritual quando pensam nessa religião, a quinta maior da humanidade, 380 milhões de adeptos. Surgiu meio milênio antes de Cristo, com as reflexões de um nepalês chamado Sidarta Gautama, um avatar, um homem transcendente. Seus ensinamentos essenciais são focados nos caminhos para a plena realização da natureza humana, para a eliminação do sofrimento, que é causado pelo desejo. Os caminhos da paz interior, da não violência, de uma relação sacralizada com o próximo e com o mundo.

Sidarta, também chamado Buda (Iluminado em sânscrito), fundou uma religião sem Deus, sem Deuses. A divindade está na relação do humano com a natureza material e imaterial. É a única grande religião sem Deus, não-teísta. A esse diferencial, soma-se outro: o nome Buda não se refere apenas a Sidarta, mas sim ao conjunto de todos os iluminados, dos seres com inteligência e sensibilidade superiores à normalidade humana que ajudam seus semelhantes a dialogar com os grandes mistérios da existência.

Abaixo vilas e mesquitas sendo queimadas.




Sabemos que todas as grandes religiões protagonizaram guerras e matanças ao longo da História, inclusive o budismo em antigos conflitos no Japão. Mas na Idade Moderna do Ocidente (ou seja, a partir de 1500) sua imagem para a humanidade é a da busca da paz, um entendimento respaldado pela aproximação das percepções de Sidarta às tradições filosóficas chineses da meditação zen e do pacifismo tao. Os monges de Mianmar desmentem isso e, chafurdando na intolerância e na brutalidade, nos chocam e entristecem.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Empoderamento da mulher no islam parte III

 O Islam colocou homem e mulher em pé de igualdade

A ideia de ummah (comunidade muçulmana) como um espaço compartilhado entre homens e mulheres. Para isso utilizamos a metodologia de releitura das escrituras do islam por meio das praticas de ijtihad (livre interpretação das fontes religiosas) e da formulação analítico discursiva de busca pela justiça e pela emancipação das mulheres, que seriam expostas nas releituras dos textos sagrados numa perspectiva feminista. A espinha dorsal dessa metodologia é a pratica do tafsir (comentários sobre o Al quran). Além do Al quran são objetos de releituras os ahadith (ditos e ações de Muhammad Saas) e ofiqh (jurisprudência islâmica)



 “Ó humanos, em verdade, Nós vos criamos de macho e fêmea Sabei que o mais honrado, dentre vós, ante Deus, é o mais temente. Sabei que Deus é Sapientíssimo e está bem inteirado. ” (Alcorão Sagrado 49:13)“ A quem praticar o bem, seja homem ou mulher, e for fiel, concederemos uma vida agradável e premiaremos com uma recompensa, de acordo com a melhor das ações.” (Alcorão Sagrado 16:97)

“Aqueles que praticarem o bem, sejam homens ou mulheres, e forem fiéis, entrarão no Paraíso e não serão defraudados, no mínimo que seja.” (Alcorão Sagrado 4:124)
“Entrai no jardim (Paraíso), vós e vossas esposas e alegrai-vos.” (Alcorão Sagrado 43:70)
“Jamais desmerecerei a obra de qualquer um de vós, seja homem ou mulher, porque procedeis uns dos outros.” (Alcorão Sagrado 3:195)
O Islam ordenou que a mulher recebesse uma parte da herança de sua família:
 “Aos filhos varões corresponde uma parte do que tenham deixado os seus pais e parentes. Às mulheres também corresponde uma parte do que tenham deixado os pais e parentes, quer seja exígua ou vasta, uma quantia obrigatória.” (Alcorão Sagrado 4:7)
O Islam permitiu e incentivou o estudo da mulher:
Disse o profeta Muhammad: “A procura do conhecimento é um dever para todos os muçulmanos (homens e mulheres).”
A esposa do profeta Muhammad, Aisha, era extremamente conhecedora da astronomia e da poesia, dominava a gramática árabe e tinha conhecimento absoluto de toda as leis, éticas e deveres da religião Islâmica.
O Islam concedeu a mulher o direito de votar:
“Ó Profeta, quando as fiéis se apresentarem a ti, jurando-te fidelidade, afirmando-te que não atribuirão parceiros a Deus, não roubarão, não fornicarão, não serão filicidas, não se apresentarão com calúnias que forjarem intencionalmente, nem te desobedecerão em causa justa, aceita, então, o seu compromisso e implora, para elas, o perdão de Deus, porque Deus é Indulgente, Misericordiosíssimo.” (Alcorão Sagrado 60:12)
Em qualquer assunto público, uma mulher pode expor sua opinião e pode participar ativamente na política. Um exemplo, narrada no Alcorão, é que Muhammad é ordenado a que quando as fiéis se apresentarem a ele e jurarem sua aliança com o Islam, ele deve aceitar o seu juramento. Isso estabeleceu o direito das mulheres de escolher os seus líderes e declarar isto publicamente.
Umar ibn Al Khattab, segundo Califa do Islam, no leito de morte, formou uma comissão de pessoas, que entre si, deveriam escolher o próximo Califa. As pessoas foram: Ali ibn Abi Talib, Uthman ibn Affan, Abdur Rahman bin Awf, Sa ‘d ibn Abi Waqqas, Al-Zubayr e Talhah ibn Ubayd-Allah.
Antes de Uthman Ibn Affan, ocupar a posição de Califa, muitas mulheres foram consultadas por Abdur-Rahman Ibn Auf para que estas pudessem votar dentre os outros 5 nomes elegidos por Umar. Foi constatado que a opinião da maioria era que Uthman deveria ser eleito. Logo, Uthman foi nomeado como o terceiro Califa do Islam em 11 de novembro de 644 d.C.
O Islam concedeu o direito da mulher se divorciar:
Apesar de, no Islam, o casamento não ser uma relação temporária, sendo considerado para durar toda a vida, a sua dissolução será inevitável se ele falhar ao servir os seus propósitos. É nessa altura que surge o divórcio. Devemos esclarecer que, no Islam, o divórcio é o último recurso quando todos os esforços conciliatórios falharem.
O Islam não confina o direito ao divórcio só ao homem ou à mulher, se a mulher não se sente segura, ou feliz com o seu marido, ou se este é cruel para ela, ou se tornou impossível viver a o seu lado, ela tem o direito de procurar o divórcio através de um Tribunal Muçulmano, sendo tal tipo de divórcio denominado de “Khul’ah”. Em qualquer dos casos, mesmo que o divórcio seja concedido, ela deve ser tratada amistosamente. O Alcorão diz:
“O divórcio revogável só poderá ser efetuado duas vezes. Depois, tereis de conservá-las convosco dignamente ou separar-vos com benevolência. Está-vos vedado tirar-lhes algo de tudo quanto lhes haveis dotado.” (Alcorão Sagrado 2:229)
No Brasil, antes do advento da Lei do Divórcio, em 1976, o casamento era indissolúvel. O padre dizia “até que a morte os separe” e todo o mundo tinha de obedecer, por inexistência de outra opção. Mesmo assim, é claro que muitos dos casamentos infelizes terminavam, se não na lei, que ainda não admitia a dissolução do vínculo matrimonial, pelo menos de fato. Cada um ia para o seu lado, pondo fim à união. Havia, é verdade, o desquite, que permitia ao casal viver separado, mas impedia novo casamento civil. Novamente vemos o Islam sendo pioneiro nos direitos das mulheres.
O Islam deu a mulher o direito de escolher seu marido:
O tema é polêmico e poucas pessoas estão interadas dessa regra Islâmica que é uma das condições para que um casamento seja válido.
De acordo com a Lei Islâmica, a mulher não pode ser forçada a casar sem o seu consentimento, não é legal que um tutor force uma moça adulta a casar-se. Ninguém, nem mesmo o pai, ou o soberano, pode, legalmente, casar uma mulher adulta sem a permissão desta, seja ela virgem, ou divorciada. Uma das condições para o casamento dentro do Islam seja válido, é a aceitação por parte da noiva, caso esta se negue a casar com o rapaz em questão, o casamento não poderá ser consumado.
Ibn ’Abbas narrou que uma jovem dirigiu-se ao Profeta Muhammad e relatou que o seu pai a tinha forçado a casar se sem o seu consentimento. O Profeta deu-lhe a opção de aceitar o casamento, ou invalidá-lo.
Muhammad também disse:
“Não se case com uma viúva sem o seu consentimento, nem com uma virgem sem sua permissão.”
As regras para a vida matrimonial no Islam são bem claras e estão em total harmonia com a natureza humana, em consideração a constituição fisiológica e psicológica do homem e da mulher, ambos têm direitos iguais e deveres mútuos, exceto em uma responsabilidade, a da liderança, é uma questão natural em qualquer vida coletiva, e é consistente com a natureza do homem, Deus o Altíssimo diz no Alcorão:
“E elas (as mulheres) têm direitos sobre eles, como eles os têm sobre elas, condignamente; mas os maridos conservam um grau (de primazia) sobre elas.’’ (Alcorão Sagrado 2:228)
Tal grau é “Qiwamah” (a manutenção e a proteção), isto se refere à diferença natural entre os sexos, que sujeita o sexo fraco à proteção. Tal não implica qualquer tipo de superioridade, ou de vantagem, perante a lei. Todavia, o papel masculino de chefe em relação à sua família, não significa a prepotência do marido sobre a sua esposa.
O Islam garantiu a mulher o direito de pedir um homem em casamento:
A primeira esposa do profeta Muhammad, Khadija, provinha de uma rica família e fazia parte da elite da época. Ainda idosa, muitos homens se ofereceram em casamento, porém, ela recusou todos os convites. Até que conheceu o profeta Muhammad e ficou encantada por seu caráter impecável. Formulou um plano para pedir a mão do jovem rapaz, e mandou uma amiga como mediadora. Muhammad aceitou e ambos se casaram. A história de Muhammad e Khadija é um dos mais belas narrativas do Islam, repleta de amor, carinho, compreensão e companheirismo. Mesmo após sua morte, o profeta nutria por ela um sentimento muito forte e se lembrava dela todos os dias. Mandava presentes às suas amigas constantemente e podia reconhecer quando sua irmã batia a porta, pois, Khadija o fazia da mesma forma. Sobre ela, Muhammad disse:
“Ela acreditou em mim quando ninguém mais o fez, ela abraçou o Islam, quando as pessoas me desacreditaram e ela me ajudou e me confortou quando não havia ninguém para me emprestar uma mão amiga.”
O Islam garantiu o direito de a mulher preservar o nome de sua família:
A prática data de uma época em que a mulher estava restrita à vida doméstica. Sem direito de participar sequer das decisões familiares, a única posição social que ela poderia ter era ser filha ou esposa de Fulano. Tal obrigação legal/moral advém da origem patriarcal da família, em que a mulher sempre submissa ao homem, ao contrair casamento, deveria adotar o patronímico do marido, pois o conceito era que a mulher deixaria de fazer parte da sua família para pertencer à família de seu marido como se fosse um bem. Pelo antigo Código Civil datado de 1916, a mulher ao se casar passava a adotar o sobrenome do marido, tendo que conseqüentemente providenciar uma série de documentos novos, carteira de identidade, CPF, título de eleitor, carteira de motorista, etc. Somente com o advento da Lei n° 10.406/2002 que alterou o Código Civil, em vigor desde 11 de janeiro de 2003, consagrou-se a igualdade entre os cônjuges, esclarecendo de uma vez a não obrigatoriedade da mulher adotar o sobrenome do marido, podendo manter seu sobrenome de solteira, valendo-se o homem do mesmo direito.
O Islam exortou o bom tratamento para com as mulheres:
“Harmonizai-vos entre elas, pois se as menosprezardes, podereis estar depreciando seres que Deus dotou de muitas virtudes.” (Alcorão Sagrado 4:19)
“Elas são vossas vestimentas e vós o sois delas.” (Alcorão Sagrado 2:187)
“Entre os Seus sinais está o de haver-vos criado companheiras da vossa mesma espécie, para que com elas convivais; e colocou amor e piedade entre vós. Por certo que nisto há sinais para os sensatos.” (Alcorão Sagrado 30:21)
O profeta Muhammad disse: “Que nenhum crente guarde rancor de uma crente (esposa), pois, se algo do caráter dela o aborrecer, será comprazido no resto do mesmo.”
“O crente mais íntegro é aquele que demonstra melhor caráter e tem melhor moralidade. E o melhor dentre vós é aquele que melhor trata a sua mulher.”
“Deus ordena-nos que tratemos as mulheres de uma forma nobre, pois, elas são nossas mães, filhas e tias.”
O Islam concedeu a mãe um status jamais concedido em outros povos:
“O decreto de teu Senhor é que não adoreis senão a Ele; que sejais indulgentes com vossos pais, mesmo que a velhice alcance um deles ou ambos, em vossa companhia; não os reproveis, nem os rejeiteis; outrossim, dirigi-lhes palavras honrosas. E estende sobre eles a asa da humildade, e dize: Ó Senhor meu, tem misericórdia de ambos, como eles tiveram misericórdia de mim, criando-me desde pequenino!” (Alcorão Sagrado 17:23-24)
“Adorai a Deus e não Lhe atribuais parceiros. Tratai com benevolência vossos pais e parentes, os órfãos, os necessitados, o vizinho próximo, o vizinho estranho, o companheiro, o viajante e os vossos servos, porque Deus não estima arrogante e jactancioso algum.” (Alcorão Sagrado 4:36)
“E recomendamos ao homem benevolência para com os seus pais. Sua mãe o suporta, entre dores e dores, e sua desmama é aos dois anos. (E lhe dizemos): Agradece a Mim e aos teus pais, porque retorno será a Mim.” (Alcorão Sagrado 31:14)
Certo homem dirigiu-se ao Profeta perguntando: “Ó Mensageiro de Deus! Quem é a melhor pessoa a quem devo oferecer minha amizade?” Ele respondeu: ‘A tua mãe’. O homem perguntou novamente: “Quem mais?” Muhammad disse: ‘Tua mãe’, o homem perguntou novamente, e Muhammad disse: ‘Tua mãe’. Só então o Profeta Muhammad disse: ‘O teu pai’.
Ainda existe o famoso dito do Profeta Muhammad:
“O Paraíso encontra-se aos pés das mães”.
O Islam baniu a bárbare tradição árabe de enterrar meninas:
O profeta Muhammad disse:
“Um homem que tem uma filha e não a despreza, não a enterra viva, nem prefere o seu filho em detrimento da sua filha, Deus admiti-lo-á no Céu.”
“A minha filha é a minha carne, qualquer problema com ela causará a minha dor.”
“Quando as almas forem reunidas, quando a filha, sepultada vida, for interrogada: Por que delito foste assassinada?” (Alcorão Sagrado 81:7-9)
“Quando a algum deles é anunciado o nascimento de uma filha, o seu semblante se entristece e fica angustiado. Oculta-se do seu povo, pela má notícia que lhe foi anunciada: deixá-la-á viver, envergonhado, ou a enterrará viva? Quem péssimo é o que julgam!” (Alcorão Sagrado 16:58-59)
O Islam informou que Eva não é a causa da queda da humanidade:
O Alcorão, ao contrário da Bíblia, coloca a culpa igualmente em Adão e Eva pelo erro de ambos. Não há no Alcorão a mais leve sugestão de que Eva tentou Adão, ou mesmo que ela tenha comido do fruto antes dele. Eva, no Alcorão, não é insinuante, sedutora ou vencida. Além do mais, nenhuma mulher pode ser culpada pelo erro de Adão e Eva e castigada com dores do parto e até mesmo das menstruações. Deus, de acordo com o Alcorão, não pune ninguém pelas faltas do outro. Ambos, Adão e Eva, cometeram um pecado e então pediram a Deus o perdão, e Ele os perdoou. Podemos ler o seguinte no Alcorão:

“Determinamos: Ó Adão, habita o Paraíso com a tua esposa e desfrutai dele com a prodigalidade que vos aprouver; porém, não vos aproximeis desta árvore, porque vos contareis entre os iníquos. Todavia, Satã os seduziu, fazendo com que saíssem do estado (de felicidade) em que se encontravam.” (Alcorão Sagrado 2:35-36)

“Então, seu Senhor os admoestou: Não vos havia vedado esta árvore e não vos havia dito que Satanás era vosso inimigo declarado?
Disseram: Ó Senhor nosso, nós mesmos nos condenamos e, se não nos perdoares a Te apiedares de nós, seremos desventurados!” (Alcorão Sagrado 7:22-23)
“Então, Satã lhe cochichou, para revelar-lhes o que, até então, lhes havia sido ocultado das suas vergonhas, dizendo-lhes: Vosso Senhor vos proibiu esta árvore para que não vos convertêsseis em dois anjos ou não estivésseis entre os imortais. E ele lhes jurou: Sou para vós um fiel conselheiro. E, com enganos, seduziu-os. Mas quando colheram o fruto da árvore, manifestaram-se-lhes as vergonhas e começaram a cobrir-se com folhas, das plantas do Paraíso. Então, seu Senhor os admoestou: Não vos havia vedado esta árvore e não vos havia dito que Satanás era vosso inimigo declarado?
Disseram: Ó Senhor nosso, nós mesmos nos condenamos e, se não nos perdoares a Te apiedares de nós, seremos desventurados!” (Alcorão Sagrado 7:20-23)
O Islam deu a mulher o direito de controlar seus negócios e o de contratar:
O Islam garante à mulher direitos iguais para contratar, para assumir empreendimentos, para ter ganhos e posses independentemente. A primeira esposa do profeta Muhammad, Khadija era extremamente bem sucedida em seus negócios, sendo ela mesma, administradora de seu dinheiro.Vale lembrar que tudo que a mulher ganha trabalhando, ela quem decide como irá gastá-lo. O dever de sustentar a casa e os filhos cabe ao marido, mas é de muito bom grado, que caso haja necessidade, ela ajude na manutenção da casa com sua renda.

E você aí ainda acha que o Islam é atrasado em relação as mulheres ou será o Islam pioneiro no direito das mesmas? Analise o conteúdo exposto, e faça uma pesquisa sobre quando as mulheres ocidentais alcançaram tais direitos que foram concedidos às muçulmanas há 1400 anos.

Empoderamento da mulher no islam parte II

Mulheres Ocultas Atrás da Shari’a ( Leis islamicas )

Um estudioso muçulmano reescreve a história, revelando a extensão da influência das mulheres na formação da Shari’a. Mohammed Akram Nadwi é muçulmano, tímido, graduado em madrassas na sua nativa Índia e um conservador religioso ousado. O trabalho atual deste alim (estudioso da religião), na Oxford, poderia quebrar as noções e preconceitos das ações dos papéis das mulheres muçulmanas, tanto na sociedade, quanto nos estudos islâmicos. Remexendo textos clássicos, Akram, 43, um investigador no centro de Oxford para estudos islâmicos, descobriu uma tradição do sexo feminino dentre os eruditos muçulmanos que remonta ao século VII

Sheikh Mohammed Akram Nadwi

Bolsa de estudos para mulheres muçulmanas é permitida como espécie de pequena indústria: se as mulheres estudam devem se resguardar em suas próprias casas ou em quartos segregados em mesquitas ou madrassas. Se elas ensinam, geralmente ensinam apenas mulheres. Mas pesquisando através de séculos de dicionários biográficos, crônicas das madrassas, cartas e livros de viagens, Akram encontrou provas de milhares de muhaddithat (especialistas femininas) nos ahaadith (atos e ditos do Profeta Muhammad, saws). 
Ele deparou com muitas provas de mulheres que ensinavam aos homens e às mulheres em mesquitas e madrassas, viajando pela Arábia em circuitos de palestras, emissão fatwas e construindo a shari’a (lei islâmica). Quem sabia que no século XV, Fatimayah al-Bataihiyyah ensinou hadith na Mesquita do Profeta, saws, em Madina e que o chefe dos ulemá (sábios) da época, da distante Fez, foi um de seus alunos? Tal era status de al-Bataihiyyah que ela ensinou no túmulo do profeta, local de maior prestígio da Mesquita. Quem sabia que centenas de meninas na Mauritânia medieval poderiam recitar al-Mudawwana, um livro fundamental da lei islâmica, por memorização? Ou que Bint Fatimah Muhammad bin Ahmad al-Samarqandi, uma jurista na Samarcanda medieval, costumava emitir fatwas e aconselhar seu marido a como emiti-las?

Presumivelmente não o Talibã, que baniu as mulheres da educação - enquanto no poder e ainda hoje ameaçam os administradores nas escolas de meninas afegãs. Nem na Arábia Saudita que proíbe as mulheres de dirigir ou viajar livremente. Apenas alguns historiadores islâmicos têm ciência sobre mulheres especialistas em ahadith. Há um século Ignaz Goldziher, orientalista húngaro, estimou que cerca de 15% dos eruditos muçulmanos medievais eram mulheres. E os muçulmanos reconhecem unanimemente que, há muito, existem mulheres de conhecimento, começando com Aisha, raa, esposa do Profeta, saws. É menos conhecido que ela narrou cerca de um quarto das leis que constituem a base da shari’a e foi a intérprete preferida de três dos quatro fundadores das escolas de fiqh (jurisprudência islâmica).

    Akram, também perito em ahadith que escreveu mais de 25 livros, choca-se com o escopo de suas descobertas. Quando ele começou no projeto esperava encontrar 20 ou 30 mulheres, o suficiente para encher um único volume de seu dicionário biográfico. Sete anos depois, ele encontrou mais de 8.000, e seu dicionário está agora em 40 volumes. É tanto que seus editores habituais, em Damasco e Beirute, tiveram que arcar com os custos de impressão. E ele está convencido de que as mulheres encontradas são apenas as catalogadas. "Se eu posso encontrar 8.000 nas fontes", observa, "significa que houve muitas, muitas mais além deste número".
Uma vez que o conhecimento islâmico é baseado na transmissão oral através de cadeias de estudiosos ligando diretamente a Muhammad, a confiabilidade dos narradores é crucial. Pesar a autenticidade dos ahadith é um ramo da ciência islâmica (Ver os textos sobre a sunnah para melhor compreensão do assunto). “Poucas muhaddithat foram acusadas de fabricação ou imprecisão”, observa Akram.

Como as mulheres não trabalhavam, não tinham nenhuma razão para inventar ou embelezar as tradições proféticas. "Hadith não era uma fonte de renda para elas, e elas não se dedicavam ao estudo porque queriam se tornar famosas," ele observa.
Após o século XVII as bolsas de estudos voltadas à mulher diminuíram consideravelmente. Governos coloniais, favorecendo a educação ocidentalizada, negligenciava o sistema madrassa e o modo customizado floresceu em detrimento de sólidos estudos islâmicos. A fraca liderança dos ulemá, muitos dos quais se ocuparam com política, deixou os muçulmanos ignorantes de sua própria história. Akram acredita que a atual insegurança cultural do Islam é ruim tanto para a aprendizagem islâmica quanto para as mulheres muçulmanas: "nossas tradições enfraqueceram; e quando as pessoas estão fracas, crescem cautelosas. Quando elas se acautelam não dão, às suas mulheres, liberdade".
    As descobertas de Akram são particularmente poderosas porque foram conquistadas através do trabalho de um alim e não de um orientalista, acadêmico ou um reformador auto-denominado muçulmano. Feministas muçulmanas, como a holandesa reformista Ayaan Hirsi Ali, podem ser manchetes no Ocidente, mas muitas vezes carecem de credibilidade entre os muçulmanos comuns. A abordagem de Akram é fundamentalmente conservadora. Revelar as muhaddithat do passado poderia ajudar na atual reforma da cultura islâmica e seu retorno às origens. Muitos muçulmanos consultam e se baseiam em fatos históricos especialmente quando remonta à idade de ouro de Muhammad como um roteiro e guia para as sociedades modernas. "A forma e estruturação da sociedade muçulmana de hoje já não é como a da época do profeta, saws," observa Akram. "Muhammad não ocultava as realizações de suas esposas ou filhas, o que muitos muçulmanos fazem hoje".

Exemplos de das fontes religiosas numa perspectiva feminista

     
    Questionamentos por parte das mulheres há de serem feitos para uma desconstrução paradigmática de modelos patriarcais em diversas sociedades e comunidades
Há uma diferença entre jurisprudência derivada de seres humanos e a interpretação da shari'a,ou fatwa como revelação incorporada nas normas sociais islâmicas. A sobreposição do fiqh e shari'a tem criado um cordão sanitário ao redor das construções patriarcais de jurisprudência, efetivamente bloqueando as ideias e ações de leituras e práticas igualitárias do Islã ficando evidente que a divisão, baseada na biologia, das funções na família e na sociedade, justificando a desigualdade, não é alcorânica, é cultural e social, misógina e cruel, não sendo relacionado ao islam, mas indo contra os ensinamentos islâmicos originais.

Segue exemplos de trechos alcorânicos relacionados a igualdade de direitos.

a) Surat 49, ayat 13 Al-Hujura:
Oh, humanidade! Nós criamos vós de um único par de um masculino e feminino, e feito vós em tribos e nações que vós podeis conhecer um ao outro (não que vós podeis desprezar um ao outro). O mais honrado de vós diante de Deus é o mais justo de vós (aquele que pratica o mais taqwa consciência de Deus ou piedade);

b) Surat 9, Ayat 71 Al-Tawbah: "Os crentes, masculinos e femininos, são protetores ('awliyya) uns dos outros".

“Pessoas podem pensar que o empoderamento feminino mudará a estrutura da sociedade”,mas observando a história, podemos trazer a sociedade muçulmana para mais perto do que era no passado" ou seja ao islam de raiz profética e de igualdade entre a criação de Allah (SWT) O Qual criou não homens e mulheres mas sim como segue as sagradas escrituras Criou os humanos .



quinta-feira, 4 de junho de 2015

Empoderamento da mulher no islam parte I

Normas sociais, normas religiosas

A categoria GÊNERO inclui especialmente duas dimensões interligadas. A primeira afirma que a realidade biológica do ser humano não é suficiente para explicar o comportamento diferenciado do masculino e do feminino em sociedade.

Por isso o conceito gênero é introduzido para afirmar algo mais amplo que o sexo. O GÊNERO é um “produto social aprendido, representado, institucionalizado e transmitido de geração em geração”. Num sentido preciso, torna-se homem ou mulher depende de certas construções culturais e sociais.
O segundo aspecto está ligado à noção de poder. Contata-se que o poder é distribuído de modo desigual entre os sexos: as mulheres ocupam em geral posições subalternas na organização mais ampla da vida social e também na organização das religiões no Ocidente.

Então falar de gênero é falar das relações sócias de poder. O poder tem haver com o saber, com o controle da linguagem e com o corpo, mas é imperioso que se analise o poder também como relação numa cultura religiosa. As Cartas Pastorais, por exemplo, expressa o controle do corpo da mulher deliberado por um grupo de homens que controlam o poder. Se a essência humana baseia-se na liberdade em relação à dependência das vontades de outros, as escrituras vislumbram traçar um perfil onde as mulheres parecem não possuir esta “essência”.

Ao pensarmos a opressão das mulheres, temos que ter claro que elas não são somente uma consequência do controle dos homens sobre elas, ainda que isto seja um eixo. As mulheres também são privadas de controle e poder, não por nenhum homem em particular ou grupo de homens, mas sim por toda a estrutura da sociedade (salários menores, dupla jornada de trabalho, o efeito da socialização sobre as meninas e as mulheres: a relativa falta de poder na política  tradicional). Não podemos desconsiderar os estereótipos mentais que todos os homens e mulheres trazem dentro de si: somos, e agimos como tal, não apenas porque temos consciência de nossa existência, simplesmente, como se a nossa personalidade fosse uma conquista nossa. Somos o que somos porque um “outro”, fora de nós, diz o que somos: se agimos como homens ou mulheres são graças, também, à permissividade de um grupo social, que preestabelecem os nossos papéis e nosso perfil como pessoas. A isso, a ciência denomina a alteridade: eu = eu + outro. 


 “E entre Seus Sinais está o de haver-vos criado companheiras de vossa mesma espécie para que com elas convivais, e colocado amor e misericórdia entre vós. Verdadeiramente, nisto há sinais para aqueles que refletem”.
- Alcorão, Surata 30:21

Nos dias de hoje as pessoas pensam que as mulheres são livres no Ocidente e que o movimento pela libertação das mulheres começou no século 20. Na realidade, o movimento para a igualdade entre os gêneros não foi iniciado pelas mulheres, mas foi revelado por Allah (SWT) ao Profeta Muhammad (saas) no sétimo século depois de Jesus Cristo (as). No Islam, os direitos e responsabilidades de uma mulher são iguais àqueles dos homens, mas não são necessariamente idênticos a eles. Igualdade e mesmice são dois conceitos muito diferentes e nós, como um gênero único, jamais devemos ignorar tal diferença. Pois mulheres e homens são fisicamente muito diferentes um do outro, embora eles sejam iguais um ao outro em relação às suas qualidades inerentes. O Alcorão estabelece:

"Pela criação do masculino e do feminino; verdadeiramente seus esforços são diferentes (quanto Às metas a atingir)”.

- Surata 92:3-4

Nesses versos, é declarado que os homens e as mulheres foram criados de forma diferente, com papéis, funções e habilidades únicas. Como na sociedade, onde há uma divisão de trabalho, a mesma coisa ocorre em uma família; cada membro tem diferentes responsabilidades.

No Ocidente, as mulheres podem fazer o mesmo trabalho que os homens, mas seus salários são muitas vezes menores. Os direitos das mulheres ocidentais não foram criados voluntariamente, ou saídos da bondade para com as mulheres. As mulheres ocidentais alcançaram sua presente posição pela força, e não através do progresso natural ou consenso mútuo acerca dos Ensinamentos Divinos. Elas tiveram que forçar esse caminho, e várias circunstâncias as auxiliaram: deficiência de poder masculino durante as guerras, pressão das necessidades econômicas e requerimento da industrialização forçaram as mulheres a deixarem suas casas para trabalhar lutando por seu sustento, para parecerem iguais aos homens. Se todas as mulheres estão sinceramente satisfeitas com essas circunstâncias e se elas estão felizes e satisfeitas com os resultados é um assunto diferente. Mas permanece o fato de que quaisquer direitos que as mulheres ocidentais possam ter são deficientes em relação aos daqueles de sua contraparte Muçulmana. O Islam tem dado às mulheres completa proteção e segurança contra a se tornar o que as próprias "feministas" ocidentais se queixam: um "mero objeto sexual".

Há muitos mitos que o mundo Ocidental sustenta e muitas vezes perpetua a respeito do papel da mulher no Islam. O Alcorão é realmente o primeiro documento feminista, detalhando especificamente que as mulheres têm direitos de fato, que elas não são propriedades ou escravas e que é obrigação dos homens respeitá-las e sempre levar em consideração seus sentimentos. Antes do Alcorão nunca houve um único documento que tinha verificado que as mulheres tinham méritos individuais delas e nelas próprias - independentes dos homens - e similarmente advertido os homens a reconhecerem seus direitos inerentes. O reconhecimento desse fato por si só fica em total contradição a muitos dos mitos ocidentais acerca do Islam e sua visão das mulheres.

Num casamento Islâmico o homem é obrigado a vestir, alimentar, abrigar e educar sua esposa (ou permitir a ela ser educada) da mesma maneira que ele faz para si. A religião Muçulmana reconhece a plenitude dos direitos da mulher sobre sua propriedade antes e depois do casamento. Uma mulher casada pode manter seu nome de solteira. Uma segurança financeira maior é garantida para as mulheres. Elas são chamadas a receber presentes maritais, manterem propriedades presentes e futuras e rendas para sua própria segurança. 
Nenhuma mulher casada é obrigada a gastar um centavo de sua propriedade e sua renda para o sustento da casa. A ela é dado o direito de completo suporte financeiro durante o casamento e durante o período de espera em caso de divórcio. A ela também é dado o direito de sustento para sua criança. Geralmente, à mulher Muçulmana é garantido suporte em todos os estágios da vida, como filha, esposa, mãe ou irmã. 

Essas vantagens adicionais das mulheres sobre os homens são de certa forma balanceadas pelas leis de herança que permitem aos homens, na maioria dos casos, herdarem duas vezes mais que as mulheres. Isso significa que o homem herda mais, mas é responsável financeiramente por outras mulheres: filhas, esposas, mãe e irmãs, enquanto a mulher (i.e., a esposa) herda menos, mas pode manter tudo para investimentos e segurança financeira sem qualquer obrigação legal de gastar qualquer parte disso mesmo que seja para seu próprio sustento (comida, vestimenta, moradia, etc.). Similarmente, o Alcorão definitivamente terminou com a cruel prática pré-islâmica de infanticídio feminino. Ele também reprovou as atitudes de pesar entre os pais quando ouvidas as notícias do nascimento de uma menina ao invés de um menino.

Desde o apogeu do movimento feminista no final dos anos 70 tem havido a colocação de uma lupa sobre o status da mulher Muçulmana. Infelizmente, a lente de aumento usada tem sido inútil. Inútil no sentido de que ela é muito seletiva a respeito dos itens que amplia, os quais são distorcidos a tal ponto que não mais podem parecer familiares.

Olhando rapidamente a história do Islam, não se pode fazer nada além de perceber as profundas impressões feitas por mulheres crentes que confortaram, confiaram e suportaram pobreza e miséria, foram enfermeiras e mesmo lutaram em batalhas ao lado de seus homens. Mulheres que voluntariamente guardaram seus atrativos por causa do Comando de Allah (SWT) e batalharam para mostrar o Islam a todas as nações. Mulheres que não foram demasiadamente influenciadas pelo engodo do mundo material e que se sobrepujaram dentro das obrigações Islâmicas espiritualmente orientadas para as mulheres.

Hoje em dia ainda há aqueles que se pergunta que tipo de mulher voluntariamente aderiria a tal religião “opressiva”. O que eles não reconhecem é que sua percepção acerca do Din do Islam tem sido moldada pelo segmento político da sociedade ocidental que busca demolir qualquer cultura não branca que não se permita ser assimilada dentro das perversões culturais ocidentais.
Se você der uma olhada em muitas sociedades de hoje em dia, verá que uma mulher somente é valorizada e considerada importante se ela performa as funções de um homem (enquanto mostra seus atrativos físicos em público). Enquanto tais mulheres arcam com a imensa responsabilidade de gerar e educar crianças, elas ainda podem arcar com responsabilidades adicionais, em quase todas as áreas da vida, que têm tradicionalmente caído sobre os homens. O resultado é a presente confusão concernente ao papel da diferenciação sexual, resultando em um grande número de divórcios e crianças emocionalmente abaladas.

No Alcorão, no primeiro verso do capítulo intitulado “As Mulheres”, Allah (SWT) diz:

“Oh humanos, temei a vosso Senhor que vos criou de um só ser, do qual criou sua companheira e, de ambos, fez descender inúmeros homens e mulheres. Temei a Allah, em Nome do Qual exigis os vossos direitos mútuos, e reverenciai os ventres que os geraram, pois Allah é vosso Observador”.
- Surata 4:1

Desde que homens e mulheres vieram ambos da mesma essência, eles são iguais em sua humanidade. As mulheres não são más por natureza (como algumas religiões tendem a acreditar), ou então os homens também seriam maus. Similarmente, nenhum gênero pode ser superior porque isso seria uma contradição da igualdade.

O Islam considera a mulher como igual ao homem como um ser humano e sua parceira nesta vida. As mulheres têm sido criadas com uma alma da mesma natureza da dos homens. Allah (SWT) diz no Alcorão:

“Oh humanos, temei a vosso Senhor que vos criou de um só ser (Adão), do qual (Adão) criou sua companheira (Eva) e de ambos fez descender inúmeros homens e mulheres. Temei a Allah em Nome do Qual exigis vossos direitos mútuos, e reverenciai os ventres que os geraram (i.e., não corteis as relações de parentesco), pois Allah é vosso Atento Observador”.
- Surata 4:1

O Profeta Muhammad (saas) estabeleceu que os homens e as mulheres eram as duas metades de um mesmo todo:

“Certamente, as mulheres são as metades-gêmeas dos homens” (narrada por Abu-Dawud (ra)).

“Verdadeiramente, Nós temos criado o ser humano de gotas de sêmen misturado (Nutfah, descarga de homem e mulher) para prová-lo, e o dotamos de ouvidos e vistas”.
- Surata 76:2

O Islam não culpa somente Eva pelo primeiro pecado. O Alcorão deixa bem claro que ambos, macho e fêmea foram tentados, que ambos pecaram e que ambos foram perdoados após seu arrependimento. Allah (SWT) diz no Alcorão:

“Então Shaitân lhes cochichou, para revelar-lhes o que, até então, lhes havia sido ocultado de suas partes privadas, dizendo-lhes: 

‘ Vosso Senhor vos proibiu esta árvore para que não vos convertêsseis em dois anjos ou não estivessem entre os imortais’.

 E lhes jurou por Allah: ‘Verdadeiramente, sou para vós um fiel conselheiro’. E com enganos, seduziu-os. Então quando eles experimentaram da Árvore, manifestaram-se as suas vergonhas e começaram a cobrir-se com as folhas das plantas do Paraíso.

 Então seu Senhor os admoestou: ‘Não vos havia vedado esta Árvore e vos dito que Shaitân era vosso inimigo declarado?’ 

Eles disseram: ‘ Oh Senhor Nosso! Nós mesmos nos condenamos e, se não nos perdoares e Te apiedares de nós, certamente seremos desventurados! ‘ 

Allah disse: ‘ Descei! Sereis inimigos uns dos outros e tereis, na Terra, residência e gozo transitórios.’. Os disse ainda:’ nela vivereis e morrereis, e nela sereis ressuscitados”.
- Surata 7:20-5

Direitos Civis

No Islam, uma mulher tem a liberdade básica de escolha e decisão baseada no reconhecimento de sua personalidade individual. As mulheres são encorajadas no Islam a contribuírem com suas opiniões e ideias. Há muitas tradições do Profeta (saas) que indicam que as mulheres punham suas questões diretamente a ele e ofereciam suas opiniões concernentes à religião, assuntos sociais e econômicos. Adicionalmente, o testemunho de uma mulher Muçulmana é válido em disputas legais. De fato, em áreas nas quais as mulheres estão mais familiarizadas, sua evidência é considerada conclusiva.


Lubna de Córdoba
Um direito dado às mulheres Muçulmanas por Allah (SWT) 1400 anos atrás é o direito de voto. Em qualquer assunto público, uma mulher pode dar voz à sua opinião e participar na política. Um exemplo, narrado no Alcorão (60:12), é que o Profeta Muhammad (saas) devia aceitar o juramento de mulheres crentes quando as mesmas iam a ele e juravam seu compromisso com o Islam. Isso estabeleceu o direito das mulheres escolherem seus líderes e publicamente o declararem. Finalmente, o Islam não proibiu uma mulher de manter posições importantes no governo. Abdur-Rahman Ibn Auf (ra) consultou muitas mulheres antes dele recomendar Uthman Ibn Affan (ra) para ser o Califa.

Na Lei Islâmica uma mulher é um indivíduo independente e único em seu próprio direito. Ela tem as mesmas responsabilidades em relação a ela, em relação a Allah (SWT) e em relação a outros seres humanos como o homem, e será punida ou recompensada sem discriminação em relação ao seu gênero feminino.

“Não há compulsão em relação à religião. Certamente, o Caminho Correto tem se tornado distinto do caminho errado. Quem desacreditar no Taghut (qualquer coisa adorada que não Allah) ter-se-á apegado a um firme e inquebrantável sustentáculo. E Allah é Oniouvinte, Sapientíssimo”.
- Surata 2:256

Uma mulher Muçulmana não muda seu nome de família (sobrenome) para o do marido após o casamento. Em se escolhendo um parceiro para casamento, seu consentimento para aceitar ou rejeitar qualquer pretendente deve ser respeitado. Uma mulher Muçulmana tem o direito de pedir divórcio, se necessário dentro das Leis do Islam, se ela for maltratada..

No Din do Islam, o melhor esposo é aquele que a agracia com verdadeira companhia, que não faz mal uso de sua autoridade e força. Mesmo se o comportamento da esposa se tornar complicado a ponto da convivência do casal se tornar difícil (pois ela pode nem sempre ter uma saúde forte e uma boa disposição), ao esposo é requerido ser paciente e amável com ela. Allah (SWT) diz:

“Oh vós que acreditais! Vós sois proibidos de herdar as mulheres contra a vontade delas, de atormentá-las, a fim de vos apoderardes de uma parte do Mahr (dote dado pelo esposo à esposa na época do casamento), a menos que elas tenham comprovadamente cometido intercurso sexual ilegal. E harmonizai-vos com elas, pois se as menosprezardes, podereis estar depreciando seres que Allah dotou de muitas virtudes”.
- Surata 4:19

O Profeta Muhammad (saas) disse: " Entre os Muçulmanos, o mais perfeito em relação a sua fé é aquele cujo caráter é mais excelente, e os melhores entre tais são aqueles que tratam bem suas esposas." (Relatada por At-Tirmidhi)

E também disse: “Não batam nas servas de Allah (SWT)”. (Relatada por Abu Dawud)

Da mesma forma, no Islam os homens são comandados a ser pais responsáveis e a cuidarem de tudo para seus filhos:

“... mas o pai da criança deverá arcar com os custos da alimentação e vestimenta da mãe equitativamente. Ninguém deverá ter uma carga sobre si além de seus limites”. (Qur'an Surata 2:233)

As Condições da Mulher na Arábia antes do Islam

Na era pré-islâmica da Arábia as mulheres eram tratadas como escravas ou propriedade. Seu consentimento pessoal em relação a qualquer coisa relacionada a seu bem estar era considerado desprezível, a tal ponto que elas nunca eram tratadas como uma parte legal no contrato matrimonial. As mulheres eram usadas para um propósito e então descartadas. Elas não tinham independência, não tinham o direito de ser proprietárias nem a herança. Em tempos de guerra, as mulheres eram tratadas como parte do despojo. Em suma, sua condição era indescritível.


Em adição, o nascimento de uma filha na família não era uma ocasião de alegria, mas era visto como humilhação. A prática de matar meninas era incontrolada. O Alcorão efetivamente pôs um fim à cruel prática do infanticídio feminino. Ele também repreendeu a atitude dos pais que, após receber as notícias do nascimento de uma menina ao invés de um menino, se lamentavam. Os pais também foram urgidos a sustentar e serem bondosos para com suas filhas. Com o advento do Islam veio o verso do Alcorão condenando aqueles que praticavam infanticídio feminino.

“E quando a algum deles é anunciado o nascimento de uma filha, o seu semblante se entristece e fica angustiado. Oculta-se de seu povo pela má notícia que lhe foi anunciada: deixá-la-á viver, envergonhado, ou a enterrará viva? Que péssimo é o que julgam”. Surata 16:58-9

E como parte de uma descrição de vários eventos no Dia do Julgamento, o Alcorão menciona:

"Quando a filha sepultada viva for interrogada: por que delito foste assassinada?”. Surata 81:8-9

Fora da Arábia as condições da mulher não eram melhores. Na Índia, Egito e todos os países europeus na Idade das Trevas, as mulheres eram tratadas pior que escravos. Elas não eram vistas como seres humanos, mas como um tipo de subespécie entre humanos e animais não humanos.

Islam e Sexualidade Humana

A noção da sexualidade sendo "má" ou vergonhosa em si própria é completamente estranha ao Islam. Desde que o propósito do casamento é ser uma fonte mútua de conforto, paz e prazer, como uma vestimenta que protege e cobre, o aspecto sexual do casamento é uma extensão disso. Ao marido é pedido ser gentil, atencioso e amável com sua esposa, e tentar satisfazer as necessidades dela. Essa última obrigação também se aplica à esposa. No Islam, as relações sexuais estão reservadas exclusivamente aos confins do casamento. Tanto o marido quanto a esposa são obrigados a honrar a privacidade das relações íntimas entre eles, não devendo falar sobre ela a ninguém. Muhammad (saas) disse:

“Verdadeiramente, entre as piores pessoas ante Allah (SWT) no Dia do Julgamento está o homem que se aproxima de sua esposa e ela responde e então ele espalha os segredos dela”.

A esposa tem certos direitos sobre o marido. O marido é comandado a estimular sua esposa sexualmente, e não negligenciar a interação sexual, a não ser numa condição temporária, como durante as horas do dia no Ramadã.
“Ao ser dito sobre um de seus Sahaba (Companheiros) que jejuava durante o dia e rezava à noite, o Profeta (saas) disse a ele que sua esposa tinha direitos sobre ele, seu corpo tinha direitos sobre ele, que ele rezasse e dormisse, jejuasse e então quebrasse o jejum”. (transmitida por Ibn Hibban (ra) )
Antes de engajar no intercurso sexual, é necessário ao marido expressar sua afeição e amor por sua esposa por tocá-la, acariciá-la, e coisas assim. Jabir bin'Abdullah (ra) narrou que o Mensageiro de Allah (saas) recomendou a um homem não engajar no intercurso sexual antes de acariciar sua esposa, chamando o intercurso sem preliminares "uma prática em crueldade".

Casamento e Poligamia (Ta'ad-dud) no Islam

O Islam, tal como foi revelado ao Profeta Muhammad (saas), é um completo modelo de vida, da qual não deixa nenhum aspecto sem regulamentos, possibilitando aos Muçulmanos, quer sejam homens ou mulheres, a permanência no Caminho Correto. Assim, as regulações pertinentes ao casamento de várias (até 4) mulheres com um único homem não servem como padrão para todo e qualquer casamento, mas para aqueles contextos limitados nos quais tal é a realidade de uma dada estrutura social ou situação aplicável.

A poligamia, prática de várias mulheres se casando com um homem, ocorreu muitas vezes sem limitações, em quase todas as culturas. Várias religiões aprovaram-na e a praticam antes e após o advento do Islam. Vários Profetas (as) mencionados na Torá e através da Bíblia tiveram mais que uma esposa. Da mesma forma, ela foi praticada por várias culturas nativo americanas por milênios. Hoje ela está sendo praticada por ao menos 30 mil Mórmons de classe média nos EUA. No entanto, não é segredo que a poligamia de outro tipo também está sendo praticada nas Américas e na Europa  a prática de se ter uma ou mais amantes. 

A diferença é que enquanto o homem não muçulmano não tem obrigações legais ou responsabilidades em relação a sua segunda, terceira ou quarta amantes e suas crianças, um marido Muçulmano tem obrigações e responsabilidades legais e completas em relação a suas segunda, terceira ou quarta esposa e suas crianças. No Islam, não há dúvida de que a segunda esposa, que é legalmente casada e bem tratada, é melhor que uma amante que não tem direitos legais. Em adição, a criança legítima de um pai poligamo, que tem todos os direitos e privilégios de um filho ou filha, é melhor que uma criança ilegítima não desejada ou desejada.

O sistema de casamento Islâmico inclui a poligamia para proteger e fornecer sustento para a sempre presente maior razão sexual feminina em todas as sociedades humanas. De acordo com a tradição Islâmica. Mohammad (saas) e seus Companheiros (ra) casaram por uma variedade de razões. Eles se casaram com viúvas com filhos, mulheres de idade divorciadas, mulheres que podiam ser vendidas como escravas tanto quanto prisioneiras de guerra. Deve ainda ser salientado que o Profeta Mohammad (saas) não se casou por luxúria ou por incapacidade de lidar com um casamento monogâmico, desde que ele viveu por 25 anos em um casamento monogâmico estrito com sua primeira esposa Khadijah (ra).

O fator mais importante em um casamento Islâmico verdadeiro é a piedade dos parceiros envolvidos. Esse fato foi aludido por Muhammad (saas) quando ele disse:

“Os homens (tendem a) pedir em casamento uma mulher por quatro razões: sua riqueza, a posição social de sua família, sua beleza ou a sua piedade. Escolha a piedosa, e você terá ganho a verdadeira riqueza.” (Sahih, narrada por Abu Hurairah e compilada por Al-Bukhari).

No Oriente uma mulher pode se casar por razões como segurança, descendentes ou companhia. No entanto, em tais sociedades, o amor geralmente segue o casamento; assim, encoraja-se o casamento com um homem religioso, piedoso e disciplinado, e eventualmente o amor surge. Novamente, pode ser difícil para aqueles de nós no Ocidente compreendermos isso, mas o fato disso nos parecer estranho não necessariamente o faz ser algo opressivo.

“Em outras culturas a poligamia é a representação desnecessária de excesso e promiscuidade. No Ocidente, a forma mais comum de poligamia é encontrada na então chamada ”monogamia serial”, dentro da qual um indivíduo pode se divorciar ou separar de uma mulher após a outra, sem o mínimo senso de compromisso. Similarmente, a poligamia Ocidental geralmente tende a ser do tipo onde o homem pode manter um aspecto de legitimidade em seu casamento, enquanto traindo sua esposa pelas suas costas. Isso é totalmente diferente da poligamia ou “co-esposismo” tradicionalmente praticados em muitas culturas orientais, indígenas ou mais antigas. ”“ The Empirical Basis of Sexual Alchemy: Redefining Balance in an Era of Confusion, pag 17”.

De acordo com o que foi dito, enquanto muitas tradições ocidentais poderiam clamar ser monogâmica, a taxa de divórcio de 60%, apenas nos EUA, prova que eles estão na verdade praticando a mais destrutiva forma de poligamia, que também ocorre de ser a mais opressiva forma para as mulheres, como a maternidade solteira tem provado no Ocidente.

“Tanto quanto a monogamia como oposta à poligamia é conceituada, em relação aos seres humanos, em homens heterossexuais ela está predominantemente correlacionada com a cultura na qual alguém é criado. Em algumas culturas e sócias-regiões, a poligamia é uma necessidade virtual para a sobrevivência das espécies (como parece ser com a maioria dos primatas superiores), na referida região. Em outras isso não é somente desnecessário, mas também leva à explosão populacional, deixando-a incontrolada e desbalanceada, e as doenças se espalham em escala epidêmica. Por instância, nas sociedades africanas pré-industriais, onde doenças e severas condições socioeconômicas contribuíram em muito para as massivas taxas de mortalidade, a poligamia ajudou a manter o número de descendentes alto. 

É severamente prejudicial à saúde da mulher dar à luz a crianças em intervalos mais curtos que aproximadamente dois anos. Talvez seja essa a razão pela qual a amamentação (que naturalmente ocorre por dois anos) diminua dramaticamente as chances de concepção. Muitas crianças, no severo ambiente africano, morrem durante o primeiro ano de suas vidas. A taxa de mortalidade infantil é tão alta que as mães nem mesmo se permitem desenvolver laços emocionais com suas crianças até elas terem atingido cerca de três anos de idade. Assim, o fato dos homens terem múltiplas parceiras permanentes beneficia a espécie por produzir bebês mais saudáveis em intervalos de tempo igualmente espaçados, e beneficia as famílias das esposas por elas receberem dotes da família do noivo quando suas filhas são casadas. A reprodução é a maior vantagem histórica africana.” “ The Empirical Basis of Sexual Alchemy : Redefining Balance in an Era of Confusion, pag 17”
Essencialmente, o Alcorão não requer ou mesmo aconselha as pessoas a praticarem poligamia. Antes, ele admite que haja certas condições que devem ser preenchidas (como o homem tendo permissão de sua primeira esposa) antes de alguém assumir tal estilo de vida.

“Se temerdes não poder ser equitativos para com elas (múltiplas esposas), casai então com uma só”. Surata 4:3

De que gênero é Allah (SWT)?

Tradicionalmente, "Deus" é visto no Ocidente com uma figura masculina. Isso fica em oposição mesmo ao texto da tradição Judaico-Cristã que não tem um “nome” masculino singular para o Divino. O Nome Divino Hebraico “YHVH” é composto de duas letras femininas e duas letras masculinas. Similarmente, `Isa (as, Jesus) somente se referia a Allah(SWT) como “Pai” em uma alegoria velada. Tem sido visto na tradição esotérica Hebraica por milhares de anos, que o aspecto espiritual de “YHVH” era o masculino, enquanto o físico que era conjunto com o espiritual  era o feminino. 

Tais noções são completamente paralelas aos conceitos Taoistas de Yin e Yang, Pai-Céu e Mãe-Terra.

De acordo com isso, Allah (SWT) é referido como masculino no Alcorão somente no contexto do Ser Espiritual que anima e dá vida à matéria feminina. Mas, além disso, o termo usado no Árabe original do Alcorão é “Hu” ao invés de “ele” ou “ela”. Em muitas linguagens ele é traduzido como um terceiro pronome mais neutro, embora isso não denote uma separação entre o masculino e o feminino. 

O Islam estabelece de todo o coração que Allah (SWT) não é um ser separado, ou uma divisão da existência; Allah (SWT) é um Todo tanto de masculino quanto de feminino. “Allahu Akbar” significa literalmente que Allah (SWT) não é nem masculino nem feminino sozinhos em natureza e essência. Allah (SWT) é Ahad (Único, Um).

Islam e Vestimenta Modesta

Parâmetros de modéstia próprios para homens e mulheres (vestimenta e comportamento) são baseadas em fontes reveladas e como tais são vistas por homens e mulheres crentes como instruções divinamente baseadas com metas legítimas, e Sabedoria Divina por trás delas. Elas não são restrições patriarcais ou socialmente impostas. A noção de total reclusão das mulheres é totalmente alheia ao Período Profético do Islam inicial. Problemas de interpretação em justificar a segregação refletem, em parte, influências culturais e circunstâncias de muitos países Muçulmanos diferentes.

De acordo com isso, a última imagem distorcida a ser coberta é a da vestimenta das mulheres Muçulmanas. A influenciada mídia ocidental retrata suas vestimentas como sendo “ultrapassadas e supressivas”. Similarmente, pensa-se que o código de vestimenta impede as mulheres de fazerem qualquer coisa produtiva em suas vidas. 
As mulheres Muçulmanas mantêm uma variedade de empregos, nenhum dos quais desvalorizados ou dificultado devido ao código de vestimenta delas. Quanto à atualização da vestimenta das Muçulmanas durante estes tempos contemporâneos, ela parece a mais apropriada devido à decrescente moral no mundo de hoje. A decrescente moralidade e atribulações deste tempo fazem do Hijab mais que uma necessidade, mesmo porque os crimes sexuais estão mais frequentes que nunca.

O corpo não deveria ser olhado como algo vergonhoso; no entanto, a exibição desenfreada do corpo pode definitivamente ser uma distração para algumas de nossas metas mais elevadas. Por isso é que em todas as antigas tradições é costume as mulheres utilizar-se de longas vestimentas para se cobrir, especialmente quando estão em locais de adoração.

É fato que no Ocidente então dito “livre” o estupro é uma epidemia, embora seja definitivamente uma raridade para uma Muçulmana no Oriente Médio usando Hijab. É fácil para alguém no Ocidente olhar para as mulheres no Oriente e clamar que elas são oprimidas por usar Hijab. No entanto, eu garanto para você que qualquer mulher que tenha sido estuprada poderia enormemente evitar os horrores de sua experiência por se cobrir um pouco mais.

Muitas mulheres no Ocidente, hoje em dia, têm se voltado ao aprendizado de defesa pessoal, e algumas mesmo se armado, para se sentirem mais seguras. Ainda, tais ações de defesa são inequivocadamente consideradas liberdade ao invés de opressão, enquanto que a maioria das mulheres no Oriente que usam Hijab o consideram um ato revolucionário pela libertação das mulheres.
A auto-restrição na vestimenta não é nem um pouco opressiva. 

Os Profetas (as) e principalmente Allah (SWT) tinham somente libertação em mente quando tais noções emergiram. Além disso, permanece o fato de que estupro e molestação são opressão. Evitar tais coisas não é opressão, e sim libertação disso. Isso não é dizer que o padrão mínimo de modéstia em público deveria ser usado em todos os contextos, mas é claro que todas as mulheres capacitadas podem concordar que se nós queremos ser julgadas pelo que somos, então evitar vestimentas “provocantes” em público é o mínimo que devemos fazer. 

Em locais de adoração as mulheres deveriam tentar se cobrir o máximo possível. Tal era o padrão tanto entre os antigos Hebreus e Cristãos quanto entre os Muçulmanos. As Mesquitas são para o espírito, e não para o corpo.
“Para uma mulher Muçulmana, sua vestimenta modesta é a expressão de uma irmandade universal. Uma vestimenta modesta também libera a mulher Muçulmana, e ela é então automaticamente respeitada por sua mente ao invés de seu corpo. 

Colocando de forma simples, ela retém sua dignidade! É como dizer: Eu sou uma mulher de respeito. Eu não sou para todo homem olhar, tocar ou conversar. Eu estou protegida, exatamente como uma preciosa pérola branca, que, se tocada por todo mundo, se tornará escurecida e suja. A vestimenta modesta de uma mulher protege a sociedade do adultério e de outras formas de relacionamentos sexuais ilegais que levam à separação das famílias e à corrupção da sociedade. 

O DIREITO DE UMA MULHER MUÇULMANA É SER RESPEITADA POR SUA MENTE E POR SER ELA MESMA.”